Raquel,26 anos, estudante estagiária(???) de Psicologia. Continua amando Gilmore Girls (snif), gente inteligente, dança do ventre e a sua família (que é muito inteligente). Também continua odiando cebola e Bruno & Marrone. Agora já sabe pra onde vai, mas continua precisando de um Google Maps. Mais? Continua lendo!

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*=Crazy, na versão Alanis - como tudo o que vai e volta...
Não, ao contrário do que parece, não abandonei o blog. Depois de incontáveis tentativas de atualizar esta budega, desisti por uns tempos, depois a eloquência parecia desistir de mim mas... tanta coisa, tanto pensamentos, tantas porradas da vida que não tem como não me expressar.
E pra bem da verdade, neste momento, se o post for pro saco como os últimos 13, que se dane. Porque eu preciso botar tudo por escrito, nem que seja só pra concatenar as ideias.
Ninguém me disse que crescer seria fácil. Mas vá pra putaquepariu (desculpe, sei que este é um blog de família), que foi muita dor pra tão pouco tempo. Inferno astral pós aniversário, retorno de Saturno 3 anos adiantado, sei lá. Sei que as coisas não estão fáceis e a depressão bateu violentíssima. É o tal do negócio: quando a ponta de um iceberg aparece, é porque o tal já está bem gigantesco lá nas profundezas.
Resumo resumidíssimo do que me aconteceu pra estar assim: descobrir o porquê de sempre sobrar mês no fim do salário (e adivinha se não é o óbvio?), uma baita punhalada justo no lugar onde eu mais me sentia dona da minha profissão, ter de ceder "o brinquedinho" (nas palavras da chefia) para alguém que acabou de chegar e só sabe fazer filosofia vazia à la Teatro Mágico, ex retornando das catacumbas, eu morta, perder o ar que eu respiro e qualquer traço de sonho com ele; me ver inexoravelmente sozinha. E obviamente, a faculdade sente os efeitos de tudo isso, com direito a exames e mais exames.
A maior das perdas é, sem sombra de dúvida, a da ilusão. Como olhar pra ele e conseguir não desabar de chorar ao pensar que nunca vou beijar seus olhos? Como não morrer de asfixia com o seu cheiro, sabendo que nunca chegarei perto daquele pescoço? E como conviver com tudo isso e continuar os dias, sem nem poder surtar de vez e demonstrar um tantinho do quanto minha alma morre?
E mais do que isso, o dèja-vu que me persegue. Porque eu consigo cair até onde não tinha buraco pra cair.Amèlie, ma chèrie, não há felicidade pra você, seja feliz através dos outros e contente-se com isso. Ou faça melhor que a Amèlie, e seque de uma vez esse coração idiota que só serve pra te botar em roubada.
É isso mesmo, vira uma vixen de vez, mata essa Lua em Câncer e assume de vez seu Escorpião. Pára de fazer paralelos com personagens fofinhas e sonhadoras, ou as guarde mesmo pros outros, não pra si. Mata logo essa ilusão cretina de que você, assim como os outros, vai encontrar alma gêmea, etc, etc. Já tá na hora de contemplar a ideia de não casar e ser mãe da boemia. E usa esse ex pra matar sua fome e depois chuta bem chutado, antes que ele te chute de novo.
Dramática? Provável. Vou cumprir? Possivelmente não. Mas é assim que eu tô sentindo agora e é assim que eu espero sentir de agora em diante.
PS: E pra completar... Mais alguém muito querido que vai embora. E nessa mania maldita que nós, humanos, temos de dizer amanhã o quanto a gente gosta de algumas pessoas, ele se foi... O único irmão do meu pai, meu tio fofinho com risada de criança. E da mesma forma que meu pai, porque se a dor de perdê-lo não basta, tem de haver um dèja-vu pairando pra que vejamos nos nossos primos queridos a dor que já doeu em nossos olhos. Tchau, tio Nico, vai com Deus porque lá em cima deve estar rolando uma gritaria e uma festa danada em volta de uma certa jaqueira que também não há mais neste mundo...
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