Raquel, 25 anos, estagiária de Psicologia. Já sabe para onde vai, mas ainda não sabe como chegar. Continua amando gente inteligente, a sua família (que é muito inteligente), Gilmore Girls, livros e dança do ventre. Ainda odeia cebola, gente burra, esnobe e Bruno & Marrone. Sua vida continua rendendo um seriado dos bons. Mais? Continua lendo!

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*=Coming for you, da Jojo - com quase um ano de atraso, mas um dia a ficha cai...rs
Milhões de coisas aconteceram e continuam acontecendo, como de costume nos meus hiatos - forçados ou não. A situação do post abaixo já mudou, já complicou e já mudou de novo - porque afinal, se a audiência cai, a gente bota a mocinha num novo polígono amoroso, se a audiência melhorou, vamos ver se dessa vez ela fica com o mocinho!
É fato que a melhor maneira de se aproximar de alguém é ter de se afastar dessa pessoa. Tudo bem que no meu caso chega a ser lugar comum. Meu namoro platônico é um daqueles namoros "vai-e-volta", embora parece que eu finalmente percebi o óbvio: homens são como autistas, entendem tudo o que você diz de forma literal. Se você quer que o fulano leve o lixo lá fora, diga "leve o lixo lá fora". Agora, se você quer que ele leve o lixo lá fora, coloque no cesto, tampe o cesto e bote o gato pra fora, tem que dizer: "leve o lixo lá fora, coloque no cesto, tampe o cesto e bote o gato pra fora". Não, ainda não mandei ele botar o gato pra fora (no bom sentido). Mas estou sendo mais honesta, e mais do que por ele, por mim. Antes era fato, eu tinha a insegurança a prender meus lábios. Agora eu SEI que a mesma tempestade que chove aqui dentro também troveja naquele peito largo. Então, por que mentir pra mim? Por que prender meus movimentos com medo de que algo escape? Isso não tem mais a ver com ele, nem com os guias, tem a ver com a personagem principal disso tudo: EU. Não é mais uma questão de dar a ele poder sobre mim - até porque essse eu já vi que é só meu mesmo, graças aos Deuses. É algo que eu devo a mim mesma.
Se eu tenho vontade de dizer coisas doces a ele, por que não? Se eu me derreto diante daquela passada de mão nos cabelos, qual o sentido de ficar brincando de estátua? Se os movimentos dele prendem a minha respiração, por que fingir que não estou olhando pr'aquele corpo que - oh, Deuses! ?
Tudo bem, tem gente que eu devo ouvir me dizendo que eu devo virar a página. E talvez devesse mesmo, porque "desse mato tá difícil de sair coelho". Mas eu vou ficar me torturando quando todas as outras evidências apontam o contrário? E de mais a mais, nada disso no fim das contas é com a intenção de conquistar. É pelo sorriso encabulado de quem não sabe responder a elogio (será que ele não sabe MESMO da beleza mesmerizante que ele tem? Do efeito que essa mistura de doce de leite e testosterona é capaz de causar?), e é pelo duradouro sorriso que eu não consigo guardar.
(Tem mais alguma coisa meio bafônica, uns grandes episódios, mas agora não dá pra falar...tenho aula e a realidade chama...)
PS: não foram só flores nesse período, mas como eu disse, agora não dá pra me prolongar...
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