Raquel, 25 anos, estagiária de Psicologia. Já sabe para onde vai, mas ainda não sabe como chegar. Continua amando gente inteligente, a sua família (que é muito inteligente), Gilmore Girls, livros e dança do ventre. Ainda odeia cebola, gente burra, esnobe e Bruno & Marrone. Sua vida continua rendendo um seriado dos bons. Mais? Continua lendo!

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"You're still a part of everything I do/You're in my heart just like a tattoo"*
*= Tattoo, da Jordin-cada país tem o Fama que merece-Sparks...as tais palavras que eu vinha buscando pra dizer o impronunciável....
Contos de fadas nem sempre têm final feliz, já diz a Fergie. Ou final feliz é um troço muito relativo, sei lá...
As luzes do Centro, tão lindo debaixo da sujeira, se embaçam nos meus olhos. Lembranças superficiais e deliciosas dessas ruas européias se misturam a alguns dos momentos mais doces de uma das histórias mais lindas da minha vida - como um lembrete de qual destino devo dar a essas lembranças cuja tinta ainda está fresca. Só tem um pequeno problema: esses lembretes apontam pra duas direções opostas - pra fora e pra dentro.
Devo mergulhar em mim pra entender como consegui dar aqueles passos autônomos e tentar reproduzi-los? Ou devo me jogar pra fora de mim, e fazer de tudo pra me manter na superfície pra não me afogar em mim? Em ambos o risco é o mesmo: cair na mesma pedra. Mas qual desses caminhos é o que não tem a tal pedra?
Uma coisa é certa: não dá mais pra ficar aqui. Os créditos sobem, as luzes se acendem, não tem mais filme. No regrets, de verdade. Pela primeira vez posso dizer, mesmo agora; viveria tudo outra vez. E por isso mesmo é tão difícil olhar pra esse olhar de menino perdido e não me perder nele. Por isso mesmo, por toda a beleza do que foi mais do que se tivesse acontecido, é que é tão duro não molhar meu olhar com as tuas lágrimas presas. Eu sei e você também sabe que não há mais nada aqui pra nós dois. Talvez um dia, noutro reino. Talvez não.
Mas o que fazer com essa vozinha idiota que fica lá no fundo, dizendo "só mais um pouco, mais um tiquinho e você consegue"? Como resistir ao teu sorriso abrindo a maçaneta do meu lar? Sei que um pouco da tua beleza sempre vou levar comigo. Mas e o resto, e o sonho?
Romper raízes e buscar novos solos é dolorido e necessário - embora não seja de todo ruim, devo confessar. Mas saber pra onde crescer ajudaria um bocado.
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postado por Moi às 8:39 PM
I've been living with a shadow overhead/ I've been sleeping with a cloud above my bed/ I've been lonely for so long/ Trapped in the past, I just can't seem to move on"*
*=Way back into love, da minha mais nova paixão, o filme Letra e Música - aliás, não é que o danadinho do Hugh Grant canta bem?
Depois de tanto tempo, cá estou. Revisando velhos hábitos, limpando comunidades no Orkut, repensando a vida. Eu sei que já ganhei muita coisa, conquistei uma auto-imagem que nunca tive, uma imagem que faz tempo eu não tinha, um manequim idem, experiência profissional. Mas muita coisa também desgovernou, e persiste a sensação de dejà-vú. E nessas oscilações, volta a maldita alergia, que, se havia alguma dúvida, está comprovado: é totalmente emocional.
Sei lá...às vezes a inspiração me pega e dá vontade de dizer tantas coisas...e todas elas me engasgam no instante que consigo ficar de frente com um teclado.
Mas eu ainda estou tentando visitar todas as pessoas da net de quem sinto tanta saudade...
Anywya, quem sabe quando a inspiração voltar eu escrevo um post, nem que seja offline...
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