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Raquel, 25 anos, estagiária de Psicologia. Já sabe para onde vai, mas ainda não sabe como chegar. Continua amando gente inteligente, a sua família (que é muito inteligente), Gilmore Girls, livros e dança do ventre. Ainda odeia cebola, gente burra, esnobe e Bruno & Marrone. Sua vida continua rendendo um seriado dos bons. Mais? Continua lendo!


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Terça-feira, Março 11, 2008

Why the hell...
...as mudanças de template não foram pro ar??? Oh, Deuses, por que?


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"Putaquepariu, tenho que fazer um mundaréu de coisa..."

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O Aspira com o fone de ouvido bancando o Stevie Wonder

Pasta Dia

Nelly Furtado-Maneater

A insustentável leveza do ser, Dibs-em busca de si mesmo, livro pro trabalho de Avaliação Psicológica




|
postado por Moi às 10:58 AM

Segunda-feira, Março 10, 2008

...*
*=Sem título, porque não tem como definir. Vocês já sabem o que lhes espera...

Inúmeras coisas pra dizer, que fazem com que as palavras se esgotem ou fiquem redundantes. Perdas das quais vou me recuperar e presentes que eu vou levar por toda a minha vida. Rir e chorar ao mesmo tempo, e uma presença eterna, doce e divertida no meio da ausência.
Por onde começar? Pela doçura e cuidado de um Príncipe Encantado ou pelo muro que nos separa? Pelo lamento do seu alaúde ou pelo coaxar de quando ele volta pro lago?
Um homem como eu sempre sonhei, exceto por um pequeno detalhe: um detalhe de aproximadamente 1,60m. E ao mesmo tempo em que ele sempre está por perto, fala uma língua que eu não entendo – e haja DR pra chegar na compreensão do que os olhos expressam. A confusão de sentimentos acaba engolfando qualquer tentativa de eloqüência.
E por falar em eloqüência, o que falta de um lado sobra de outro. (Tudo bem que o ditado é “in vino, veritas”, mas acho que cerveja serve.) Essa é a grande droga dos insights: uma vez que eles vêm à tona, não dá mais pra fingir que eles não estão lá. E o que que eu faço, se saber que a mesma fisgada que acontece aqui também acontece ali, e nada que a gente possa – ou deva – fazer? E bem que eu disse: “que os Deuses me dêem juízo, porque se derem coragem, lascou-se!”. Grande coisa. Nem uma coisa, nem outra, e eu to ferrada anyway, e alguém em outro plano deve ter se divertido muito com essa homenagem maluca que só nós três seríamos capazes de compreender.
Homenagem pequena para uma vida tão intensa. Uma vida tão grande que não coube nos seus 50 anos, nem nos 7 meses que convivemos. Nos encontramos na hora certa: você precisava de uma luz que te guiasse no fim deste seu caminho, e eu precisava de uma luz para me orientar no início do meu. No meu conto de fadas, você foi a fada-madrinha – me transformou de uma menina tardiamente perdida em uma mulher que sabe pra onde está indo. E madrinha sempre vai ser, eternizada nos rabiscos de um menininho feito de marshmallow, que sempre seguirá na tua mão e na minha parede.
De tanto sofrer nas mãos de madrastas que quase me mataram, você me acolheu com cumplicidade e carinho. E tudo o que coube nesses meses não cabe nesse blog que você nem soube existir. Você poderia ter sido só minha chefa. Mas foi muito mais que isso: foi inspiração, amiga, mentora e até um pouco mãe. Linda, corajosa, forte, inteligente, doce.
Todo mundo diz que “os bons morrem jovens”. Não acho que seja verdade. Acho que na verdade, pessoas que vivem de maneira tão intensa podem se dar ao luxo de ir embora cedo, pois viveram o suficiente. Então, adeus, amiga; ou até outro dia. Você sempre vai seguir comigo – agora vai descansar, que você merece.

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postado por Moi às 11:27 PM

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