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Terça-feira, Outubro 23, 2007
"I was meant to tread the water/ But now I´ve gotten in too deep...You give me something/That makes me scared, alright/This could be nothing, but I´m willing to give it a try/Please give me something/´Cause someday I might know my heart"*
*=You give me something, do James Morisson-sim, a música da novela que acabou, e meu mantra, junto com Coming for you-quem diria...
Muito cuidado com tudo aquilo que desejas, pode se tornar realidade, sempre disse isso. Mas nunca na minha vida esse ditado irlandês teve esse significado.
O que desejamos pode nos revelar muito sobre nós mesmos. Mas quando não é o que, mas quem, as possibilidades se ampliam infinitamente. E esse homem tem me ensinado mais sobre mim mesma do que muitos dos anos de terapia que fiz.
Ele me fez descobrir uma vaidade que eu não sabia ter. Já fui insanamente vaidosa (a ponto de ter o apelido de dálmata, pois não ia à padaria sem estar pintada), pouco vaidosa (cortar o cabelo de vez em quando), nada vaidosa (lavar o cabelo e olhe lá). Mas há muito não tinha uma vaidade contente, que pode ter seus momentos malucos (passar maquiagem em pé no ônibus é uma arte), mas que no geral, é só vontade de "ficar bonita pra que os olhos do meu bem não vejam mais ninguém". E pra olhar no espelho e sorrir, com aquela certeza tranqüila de quem não precisa se lotar de maquiagem pra ser bela e notada, porque usa o melhor dos cosméticos.
Me ensinou também que eu amo sapatos. E quanto mais altos, melhor. Aliás, me ensinou a não ter medo dos saltos altos e abandonar a segurança do all star na sacola, e subir o Sumaré com a panturrilha se retorcendo e sorrir como uma bailarina. (Uma paixão um tanto quanto dispendiosa, verdade seja dita).
Me ensinou que aquele clichê de "a verdadeira beleza vem de dentro" é completamente verdadeiro. E que eu sou, sim, muito mais bonita do que eu pensava-e não foi o único a notar isso. E olha que ironia, até mesmo cobiçada-tudo bem que em terra de cego, mas mesmo assim, cobiçada e até que por alguém que, não fosse eu já estar tomada desse encantamento, provavelmente mereceria uma investida...
Através do olhar dele eu me tornei outra, aquela que eu sempre quis ser. Segura (quer dizer, isso ainda está em aberto...), fashion até, desenvolta, mulher. E me ensinou que, se eu pareço um poço de segurança, talvez eu a tenha mesmo, porque toda essa aura não surge do nada...(Muito embora essa aura se desvaneça quando eu penso no que ele pode estar fazendo nesse exato momento.)
E ele também me ensinou, vejam vocês, que eu não sei lidar com gente cuidando de mim. Passei tantos anos cuidando, correndo atrás de caras que nunca me devolviam a dedicação, que aprendi a prescindir desse cuidado, desse retorno. Passei tanto tempo desejando esse cuidado e quando ele aparece, voilá! eu não sei o que fazer. Não sei se insisto em pagar a conta, não sei se peço pra ele segurar meu material, se me sento quando ele dá o lugar. E eu também quero tomar conta desse homem...como controlar o impulso de tomar a frente de tudo, se eu passei a vida toda aprendendo a não precisar de nada disso? (Embora eu sinta muuuita falta quando tenho que carregar meu material..hehe)
E mais ainda, ele está me ensinando o autocontrole que eu sou lendária por nunca ter tido. E que até pra se ter autocontrole precisa ter uma medida, porque autocontrole demais acaba mascarando quem a gente é. E a esperar, logo eu, que nunca fui uma mulher do deserto.
O que me leva ao item mais forte dessa lista: me ensina quais são os meus medos, como eles surgiram e como eu faço pra lidar com eles. O pavor que eu criei de perder, e o quanto o medo da perda me faz correr o risco de perder-e ironicamente, esse se tornou o meu maior rival. A fobia de me magoar novamente, e o quanto eu jurei a mim mesma que homem nenhum jamais me faria sentir miserável de novo. E o medo de me sentir nas mãos de uma pessoa, sem nem ter certeza que essa pessoa sabe disso. E como é que eu faço pra me abrir, mesmo me sentindo tão vulnerável diante dessa força da natureza? E como a gente desata esse nó?
Ele me disse que é questão de tempo. Será? E o medo de ver a mesma novela, sempre? Mas que manobra posso fazer num espaço tão pequeno como esse que ele me deixou? E o que eu vou fazer se-toc,toc,toc-eu tiver que acordar do sonho e voltar pra realidade? E o medo até de falar dos medos, pra que eles não se concretizem? E o frio na barriga? E a carência? E a ansiedade?
É...pelo jeito ele ainda tem mais algumas coisas pra me ensinar...
AGORA
Club Social e groselha (promessa...)
Ansiedade
Meus Deuses, o que eu faço pra esperar?
Jeans caindo (YES!) e blusa preta
Nada
Orkut
Coming for you- JoJo
Sushi-Marian Keyes (livro de mulherzinha, ou melhor, exatamente a história DA mulherzinha aqui-I hope...)
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