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Terça-feira, Julho 24, 2007
Tô viva.
Com muita coisa pra contar, mas ainda sem saber como...alguém sabe como é que brinca de postar de celular?
(E a lista de posts temáticos para um futuro só aumenta...tsc, tsc)
Beijos!
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Sábado, Julho 07, 2007
"La verdad es que también/Lloro una vez al mes, sobretodo cuando hay frio/No tienes que decirlo, no vas a volver, te conosco bien (Y sin ti todo es tan horrible)"*
*=Inevitable, da Shakira-porque certas lembranças, certas pessoas e certos sentimentos são inevitáveis.
Tem horas em que eu acho que os céus querem me testar. Ver se eu sou mesmo capaz de manter a disciplina, até que ponto eu consigo me manter fiel a um projeto. Porque pra esta escorpiana que vos tecla, é muito fácil ser fiel a pessoas. Agora, quanto a ser fiel a si mesma...
E nem é que eu tenha voltado ao poço de lamúrias dos amores mal digeridos. Mas a semana foi especialmente nostálgica: lembranças de todo um passado que poderia ter sido e não foi (e aquele vozinha fininha, baixinha, filha da p*&@ me dizendo "a essa hora você podia estar na Espanha, abraçada ao seu Seth Cohen")-e é uma pena, porque eu gosto muito de Somewhere only we know. Sensação de abandono porque, pra ser bem "cheesy", o pior da saudade é a ausência de presença-e Inevitable, uma Canção em linha reta feita por uma garota com tendências roqueiras (sim, minha gente, os empresários do ramo não vendem, mas Shakira tem tendências roqueiras!). E uma filhadaputice que persiste, e me é atirada na cara todo dia, que me deixa mais emputecida do que triste, mas é um pensamento que também não me larga-e eu tenho que descobrir um jeito de desapegar o U2 dessa filhadaputice, porque seria jogar pérolas aos porcos.
Tá, tudo bem. Eu estou na TPM sim, estressada com essa coisa de emprego, muito tempo em casa. E eu sei que eu SOU uma pessoa exigente. A minha equação é aparentemente simples. Eu me dou muito pras pessoas, logo, o mínimo que elas têm a fazer é se doar pelo menos numa proporção justa. Mas quem pode culpar as pessoas por não pagar pelo que lhes é dado? E como não se dar quando é da natureza, e não da pessoa? E quando a mão coça e eu não resisto a fuçar a vida alheia, em busca de vestígios idiotas e às vezes inexistentes de que ela tem mais carinho do que eu?
E tudo isso é só pra me provar que eu não consigo largar o vício dos amores mal fermentados? Querida Agape, na verdade é isso que eu digo quando fujo do pratinho. Não é de estar apaixonada que estou fugindo. É de adicionar mais algum ingrediente nesse coquetel (molotov) de amores embolorados, ou de recorrer a ele. É que eu realmente devo ser uma menina disciplinada, e aprender a deitar a cabeça e dormir.
E porque os Deuses querem saber se eu sou capaz de ser disciplinada é que eles me fizeram limpar gavetas na TPM. E botar a primeira aula de aeroboxe na academia pra essa mesma semana, quando eu fico enjoada, com cólicas e incho tanto que tenho que trocar meu anel de dedo, e ainda assim fica apertado. E por isso também a compulsão alimentar me pega na semana em que decido começar um regime, e a consulta que eu tenho adiado tanto ficou marcada pro dia seguinte à tal aula, lá na putaquepariu. Mas eu fui na aula e gostei, mesmo dando PT depois de 20 min (pra meu consolo, as meninas são legais e disseram que com elas foi assim também-será?). E fui na consulta e gostei da primeira endocrinologista não-hipócrita que eu conheço. Aliás, pausa pra história da série "Meus Deuses são bem engraçadinhos": a minha médica me aloprou. Perguntou sobre bebida, fumo, contraceptivo (apesar dela concordar que a abstinência é o melhor método: uma falha em dois mil anos!), e ao ouvir as negativas, ela manda (na frente da mãe superzelosa-cópia da D. Benta do Sítio):"minha filha, cê tá viva? Vai pra esbórnia! É isso que tá te faltando!". Muito legal ouvir isso da médica que deveria te pôr na linha. (É, pensando bem, eu até que mereço uma ou outra indisciplina de vez em quando.) Pelo menos eu cortei o cabelo, e isso realmente deu um up na auto-estima e na imagem - com direito a aprovação dos populares.
E pra completar, uma lembrança de que nem sempre eu fui assim, tão...monja. Alguém que eu não via há muito, muito tempo surge do nada e vem bem dessa parte do passado. E aí bate o conflito entre a vontade que já existia de chamar outro alguém desse passado-e nesse caso estamos falando da parte boa-e talvez magoar acidentalmente essa pessoa. Como explicar que focinho de porco não é tomada e que nem sempre uma booty call é só uma booty call? E como saber se tudo o que é realmente é o que está no contrato? Será que por outro lado, não tá passando na minha fuça o que eu sempre procurei? Ou eu tô vendo chifre em cavalo? E o principal:como perguntar sem falar e como obter respostas sem ouvir?
Sei lá, tô muito complexa. Vai ver é o sangue fluindo inversamente, tá dando pane seca no cérebro. Vai ver é falta de cerveja pra diluir os pensamentos.
Mas eu sei é que eu tenho que sair do computador e arrumar a mala pra viajar no feriado, como uma boa garota disciplinada.
AGORA
Chocolate com crisp de morango
Dores no corpo todo
Mala, arrume-se!!(Não tá dando certo)
Pijama azul
Nada
Meu teste!
High-James Blunt
Mastigando humanos-Santiago Nazarian
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AGORA
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