Raquel, 25 anos, estagiária de Psicologia. Já sabe para onde vai, mas ainda não sabe como chegar. Continua amando gente inteligente, a sua família (que é muito inteligente), Gilmore Girls, livros e dança do ventre. Ainda odeia cebola, gente burra, esnobe e Bruno & Marrone. Sua vida continua rendendo um seriado dos bons. Mais? Continua lendo!

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"You're still a part of everything I do/You're in my heart just like a tattoo"*
*= Tattoo, da Jordin-cada país tem o Fama que merece-Sparks...as tais palavras que eu vinha buscando pra dizer o impronunciável....
Contos de fadas nem sempre têm final feliz, já diz a Fergie. Ou final feliz é um troço muito relativo, sei lá...
As luzes do Centro, tão lindo debaixo da sujeira, se embaçam nos meus olhos. Lembranças superficiais e deliciosas dessas ruas européias se misturam a alguns dos momentos mais doces de uma das histórias mais lindas da minha vida - como um lembrete de qual destino devo dar a essas lembranças cuja tinta ainda está fresca. Só tem um pequeno problema: esses lembretes apontam pra duas direções opostas - pra fora e pra dentro.
Devo mergulhar em mim pra entender como consegui dar aqueles passos autônomos e tentar reproduzi-los? Ou devo me jogar pra fora de mim, e fazer de tudo pra me manter na superfície pra não me afogar em mim? Em ambos o risco é o mesmo: cair na mesma pedra. Mas qual desses caminhos é o que não tem a tal pedra?
Uma coisa é certa: não dá mais pra ficar aqui. Os créditos sobem, as luzes se acendem, não tem mais filme. No regrets, de verdade. Pela primeira vez posso dizer, mesmo agora; viveria tudo outra vez. E por isso mesmo é tão difícil olhar pra esse olhar de menino perdido e não me perder nele. Por isso mesmo, por toda a beleza do que foi mais do que se tivesse acontecido, é que é tão duro não molhar meu olhar com as tuas lágrimas presas. Eu sei e você também sabe que não há mais nada aqui pra nós dois. Talvez um dia, noutro reino. Talvez não.
Mas o que fazer com essa vozinha idiota que fica lá no fundo, dizendo "só mais um pouco, mais um tiquinho e você consegue"? Como resistir ao teu sorriso abrindo a maçaneta do meu lar? Sei que um pouco da tua beleza sempre vou levar comigo. Mas e o resto, e o sonho?
Romper raízes e buscar novos solos é dolorido e necessário - embora não seja de todo ruim, devo confessar. Mas saber pra onde crescer ajudaria um bocado.
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postado por Moi às 8:39 PM
I've been living with a shadow overhead/ I've been sleeping with a cloud above my bed/ I've been lonely for so long/ Trapped in the past, I just can't seem to move on"*
*=Way back into love, da minha mais nova paixão, o filme Letra e Música - aliás, não é que o danadinho do Hugh Grant canta bem?
Depois de tanto tempo, cá estou. Revisando velhos hábitos, limpando comunidades no Orkut, repensando a vida. Eu sei que já ganhei muita coisa, conquistei uma auto-imagem que nunca tive, uma imagem que faz tempo eu não tinha, um manequim idem, experiência profissional. Mas muita coisa também desgovernou, e persiste a sensação de dejà-vú. E nessas oscilações, volta a maldita alergia, que, se havia alguma dúvida, está comprovado: é totalmente emocional.
Sei lá...às vezes a inspiração me pega e dá vontade de dizer tantas coisas...e todas elas me engasgam no instante que consigo ficar de frente com um teclado.
Mas eu ainda estou tentando visitar todas as pessoas da net de quem sinto tanta saudade...
Anywya, quem sabe quando a inspiração voltar eu escrevo um post, nem que seja offline...
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AGORA |
Why the hell...
...as mudanças de template não foram pro ar??? Oh, Deuses, por que?
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...*
*=Sem título, porque não tem como definir. Vocês já sabem o que lhes espera...
Inúmeras coisas pra dizer, que fazem com que as palavras se esgotem ou fiquem redundantes. Perdas das quais vou me recuperar e presentes que eu vou levar por toda a minha vida. Rir e chorar ao mesmo tempo, e uma presença eterna, doce e divertida no meio da ausência.
Por onde começar? Pela doçura e cuidado de um Príncipe Encantado ou pelo muro que nos separa? Pelo lamento do seu alaúde ou pelo coaxar de quando ele volta pro lago?
Um homem como eu sempre sonhei, exceto por um pequeno detalhe: um detalhe de aproximadamente 1,60m. E ao mesmo tempo em que ele sempre está por perto, fala uma língua que eu não entendo – e haja DR pra chegar na compreensão do que os olhos expressam. A confusão de sentimentos acaba engolfando qualquer tentativa de eloqüência.
E por falar em eloqüência, o que falta de um lado sobra de outro. (Tudo bem que o ditado é “in vino, veritas”, mas acho que cerveja serve.) Essa é a grande droga dos insights: uma vez que eles vêm à tona, não dá mais pra fingir que eles não estão lá. E o que que eu faço, se saber que a mesma fisgada que acontece aqui também acontece ali, e nada que a gente possa – ou deva – fazer? E bem que eu disse: “que os Deuses me dêem juízo, porque se derem coragem, lascou-se!”. Grande coisa. Nem uma coisa, nem outra, e eu to ferrada anyway, e alguém em outro plano deve ter se divertido muito com essa homenagem maluca que só nós três seríamos capazes de compreender.
Homenagem pequena para uma vida tão intensa. Uma vida tão grande que não coube nos seus 50 anos, nem nos 7 meses que convivemos. Nos encontramos na hora certa: você precisava de uma luz que te guiasse no fim deste seu caminho, e eu precisava de uma luz para me orientar no início do meu. No meu conto de fadas, você foi a fada-madrinha – me transformou de uma menina tardiamente perdida em uma mulher que sabe pra onde está indo. E madrinha sempre vai ser, eternizada nos rabiscos de um menininho feito de marshmallow, que sempre seguirá na tua mão e na minha parede.
De tanto sofrer nas mãos de madrastas que quase me mataram, você me acolheu com cumplicidade e carinho. E tudo o que coube nesses meses não cabe nesse blog que você nem soube existir. Você poderia ter sido só minha chefa. Mas foi muito mais que isso: foi inspiração, amiga, mentora e até um pouco mãe. Linda, corajosa, forte, inteligente, doce.
Todo mundo diz que “os bons morrem jovens”. Não acho que seja verdade. Acho que na verdade, pessoas que vivem de maneira tão intensa podem se dar ao luxo de ir embora cedo, pois viveram o suficiente. Então, adeus, amiga; ou até outro dia. Você sempre vai seguir comigo – agora vai descansar, que você merece.
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postado por Moi às 11:27 PM
Hey! Hey! Hey!!!!!!!!
EU TÔ VIVA! E ME MEXENDO! Só tô sem tempo, ou sem paciência pra net discada e nem-pen-sar em usar a mega-super-net-turpo-ultra-plus do trabalho, afinal...os monitores tem ouvidos!!! E boca!!! E contam tudo pros seus amigos! (Não, não bebi demais no fim do ano...rs o fato é que eu sei o poder que esse povo de TI tem dentro de uma empresa...rs)
Feliz 2008, ainda não da maneira que se deve, mas...
E eu quero mudar o template! Times they are a changin' nada, times changed a long ago! Times changed e o template também! (Não, não vai ser ainda dessa vez que eu vou ganhar um teplate personalizado, mesmo tendo descolado uma vaguinha de estágio, né??? Bléééééé! :P
Beijos!
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postado por Moi às 12:11 AM
"I was meant to tread the water/ But now I´ve gotten in too deep...You give me something/That makes me scared, alright/This could be nothing, but I´m willing to give it a try/Please give me something/´Cause someday I might know my heart"*
*=You give me something, do James Morisson-sim, a música da novela que acabou, e meu mantra, junto com Coming for you-quem diria...
Muito cuidado com tudo aquilo que desejas, pode se tornar realidade, sempre disse isso. Mas nunca na minha vida esse ditado irlandês teve esse significado.
O que desejamos pode nos revelar muito sobre nós mesmos. Mas quando não é o que, mas quem, as possibilidades se ampliam infinitamente. E esse homem tem me ensinado mais sobre mim mesma do que muitos dos anos de terapia que fiz.
Ele me fez descobrir uma vaidade que eu não sabia ter. Já fui insanamente vaidosa (a ponto de ter o apelido de dálmata, pois não ia à padaria sem estar pintada), pouco vaidosa (cortar o cabelo de vez em quando), nada vaidosa (lavar o cabelo e olhe lá). Mas há muito não tinha uma vaidade contente, que pode ter seus momentos malucos (passar maquiagem em pé no ônibus é uma arte), mas que no geral, é só vontade de "ficar bonita pra que os olhos do meu bem não vejam mais ninguém". E pra olhar no espelho e sorrir, com aquela certeza tranqüila de quem não precisa se lotar de maquiagem pra ser bela e notada, porque usa o melhor dos cosméticos.
Me ensinou também que eu amo sapatos. E quanto mais altos, melhor. Aliás, me ensinou a não ter medo dos saltos altos e abandonar a segurança do all star na sacola, e subir o Sumaré com a panturrilha se retorcendo e sorrir como uma bailarina. (Uma paixão um tanto quanto dispendiosa, verdade seja dita).
Me ensinou que aquele clichê de "a verdadeira beleza vem de dentro" é completamente verdadeiro. E que eu sou, sim, muito mais bonita do que eu pensava-e não foi o único a notar isso. E olha que ironia, até mesmo cobiçada-tudo bem que em terra de cego, mas mesmo assim, cobiçada e até que por alguém que, não fosse eu já estar tomada desse encantamento, provavelmente mereceria uma investida...
Através do olhar dele eu me tornei outra, aquela que eu sempre quis ser. Segura (quer dizer, isso ainda está em aberto...), fashion até, desenvolta, mulher. E me ensinou que, se eu pareço um poço de segurança, talvez eu a tenha mesmo, porque toda essa aura não surge do nada...(Muito embora essa aura se desvaneça quando eu penso no que ele pode estar fazendo nesse exato momento.)
E ele também me ensinou, vejam vocês, que eu não sei lidar com gente cuidando de mim. Passei tantos anos cuidando, correndo atrás de caras que nunca me devolviam a dedicação, que aprendi a prescindir desse cuidado, desse retorno. Passei tanto tempo desejando esse cuidado e quando ele aparece, voilá! eu não sei o que fazer. Não sei se insisto em pagar a conta, não sei se peço pra ele segurar meu material, se me sento quando ele dá o lugar. E eu também quero tomar conta desse homem...como controlar o impulso de tomar a frente de tudo, se eu passei a vida toda aprendendo a não precisar de nada disso? (Embora eu sinta muuuita falta quando tenho que carregar meu material..hehe)
E mais ainda, ele está me ensinando o autocontrole que eu sou lendária por nunca ter tido. E que até pra se ter autocontrole precisa ter uma medida, porque autocontrole demais acaba mascarando quem a gente é. E a esperar, logo eu, que nunca fui uma mulher do deserto.
O que me leva ao item mais forte dessa lista: me ensina quais são os meus medos, como eles surgiram e como eu faço pra lidar com eles. O pavor que eu criei de perder, e o quanto o medo da perda me faz correr o risco de perder-e ironicamente, esse se tornou o meu maior rival. A fobia de me magoar novamente, e o quanto eu jurei a mim mesma que homem nenhum jamais me faria sentir miserável de novo. E o medo de me sentir nas mãos de uma pessoa, sem nem ter certeza que essa pessoa sabe disso. E como é que eu faço pra me abrir, mesmo me sentindo tão vulnerável diante dessa força da natureza? E como a gente desata esse nó?
Ele me disse que é questão de tempo. Será? E o medo de ver a mesma novela, sempre? Mas que manobra posso fazer num espaço tão pequeno como esse que ele me deixou? E o que eu vou fazer se-toc,toc,toc-eu tiver que acordar do sonho e voltar pra realidade? E o medo até de falar dos medos, pra que eles não se concretizem? E o frio na barriga? E a carência? E a ansiedade?
É...pelo jeito ele ainda tem mais algumas coisas pra me ensinar...
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AGORA |
De volta ao modo random!!!
A vida até que tem saído boa nos últimos tempos. Do tipo que dá medo de comentar, mas que escapa dos lábios antes que qualquer filtro bloqueie. A música tem sido boa, o ônibus nem tão lotado (embora hoje eu quase tenha falado pro fulaninho sem-noção atrás de mim que, se ele continuasse com aquilo, minha família o obrigaria a casar comigo-e olha que eu tentei bloquear o sujeito, usar a bolsa de pára-choque, cotovelada no baço...), e até o sono não parece tão mortal assim. Ou seja, não é que de repente os Deuses resolvessem me transformar em protegida, até porque os filhos que os pais não protegem são os que vivem melhor. Só que eu tenho conseguido viver tudo isso em Stars Hollow, onde as tintas são mais carregadas e por isso mesmo tudo acaba ficando beeeeeem mais engraçado. Até postar da faculdade, esperando pra ter meia aula, e tendo que terminar o post depois-provavelmente...
ÓBEVEO que isso tem muito a ver com 2m de altura por 1,5m de largura. E o tipo de coisa que só acontece nos filmes da Toni Collete (porque a Meg Ryan é magrelinha, loirinha, olhinhos azuis e carinha de fofinha-which means, é muito fácil um Hugh Jackman cair na dela. Toni Collete não-é o tipo de mulher que vai pro trabalho de all star e leva o salto na bolsa. Ok, Toni Collete é mais que normal, é feia-então vá lá, Kate Winslet. Se bem que quem pega o Jude Law é a Cameron Diaz, e não estamos falando de Jack Black aqui. Ah, vocês entendem o que eu quero dizer-ou não, sei lá...). Se é milagre, bondade divina diante de tanta sacanagem já feita, pote de ouro no fim do arco-íris, ou se é pegadinha de novo, sei lá. Só me resta aproveitar a vibe de Vênus na minha casa sei lá quanto e quem sabe daí não surge uma Rachel bem diferente da anterior? (E que de agura em diante meus mantras são "bem-resolvida" e "pa-nn-planilha"!)
Eu tenho consciência do nonsense desse texto-e de vários outros. Só que o que ninguém sabe é que todo esse nonsense é só fachada. É o jeito que eu acho de dizer coisas sem falar, e quebrar o encanto delas. Não entendeu? Vai ligando os pontos e quem sabe, talvez, você consiga pelo menos entender o quebra-cabeça que eu monto aqui dentro-e que eu entendo, porque vejo todas as peças. E pra falar a verdade, eu SOU de fato assim. Só quem acompanha faz tempo entende o que "Oy with the poodles already" quer dizer. E ando por aí com um mp3 pendurado no ouvido, entre uma música dos Mutantes e City of blinding lights, vou dublando Shakira, pensando que quem me vê assim pode até achar louca, mas que poderia ser bem pior-eu poderia estar cantando, ué!!!!
Aliás, nunca entendi esse povo que olha torto gente que ri quando está lendo ou batuca quando ouve o discman/mp3. Não está claro o suficiente que a pessoa está reagindo ao que ELA está lendo/ouvindo, e VOCÊ é que é o elemento "de fora"?
Mas é lógico que o desconfiômetro está ligado e apitando. Afinal, como eu já disse, isso não costuma acontecer na minha vida-pelo menos de verdade, nunca aconteceu. Mas também, sempre, cedo ou tarde, açguém ganha na loteria, certo? E pra esse alguém ganhar, é porque jogou, né? Quem sabe os Deuses não resolveram mesmo compensar todos esses anos, quem sabe Godot não está à minha porta, pedindo pra entrar? E será que não existe uma pessoa que é tão ególatra que entrega a própria insegurança, a ponto de se atrapalhar mais que os inseguros de carteirinha? Enfim, se é um jogo, let's play. E se por acaso for realmente entrega para mim, manda o carteiro me chamar que eu venho receber com um sorriso gigantesco nos lábios e ainda trago um copo de suco para ele...Mas só se for pra mim MESMO.
E no fim das contas não é muito bom mudar de lugar de vez em quando, ainda que não passe de brincadeira?
AH! E tô perdendo o medo do Excel!!!!
PS: Tem um teste aqui, ó pra ver se você me conhece mesmo. Se for bem, ganha um prêmio, se não for, eu vou preparar a segunda chamada! E se fizer um seu (e quem resiste?), pode mandar que eu faço!
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“Todo dia ela faz tudo sempre igual/Me sacode às 6 horas da manhã/Me sorri um sorriso pontual/E me beija com a boca de hortelã...” *
*Cotidiano, que pode ser do Chico Buarque *suspiros* ou do Seu Jorge, também muito boa...
Sim, a menina está viva. E sim, ela sempre acaba voltando pro seu lar. Mas não sem algumas distrações no caminho...
Primeiro, era o tédio. E uma musa quase morrendo de inanição, porque pra escrever é preciso ter o que contar, e numa cidade como São Paulo, é o dinheiro que faz o mundo girar (ou parar, nesse caso). Aí veio a falta de vontade de fazer o que quer que seja, sem dinheiro, sem assunto, sem livros, sem ânimo.
Como mudar isso? Coloque uma estréia de Harry Potter, acrescente algumas entrevistas de emprego e reserve, adicione dias e mais dias com a família, pitadas de convivência com os amigos, junte com as entrevistas preparadas anteriormente e... VOILÁ!
Aí as distrações mudaram: aprender a ignorar as gracinhas do já lendário Pôia, aprender a acordar muito cedo e não ficar "pescando", aprender a raciocinar às 6 da manhã, se virar pra montar uma dinâmica toda praticamente sozinha, a ansiedade pela volta pra casa, as pernas do colega...Coisas que não são exatamente fáceis, mas altamente compensadoras. Trabalhar com crianças, conviver com gente diferente e cheia de coisas pra ensinar, aprender a comer direito (aliás, me enganaram: sempre me disseram que quando eu aprendesse a comer em horários certos e comer comida eu emagreceria, e por que eu tô engordando???), horários e mais horários...
E finalmente, voltar pra casa. Encontrar os amigos, virtuais, da faculdade, de casa... Contar tudo o que viu nessa viagem. E pode acreditar, ainda que a viagem acabasse amanhã, já estou feliz, já teria valido a pena. Porque quando a gente passa por uma paisagem, nem a gente nem a paisagem são mais os mesmos.
E eu prometo que vou tentar sumir menos...beijos!
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Tô viva.
Com muita coisa pra contar, mas ainda sem saber como...alguém sabe como é que brinca de postar de celular?
(E a lista de posts temáticos para um futuro só aumenta...tsc, tsc)
Beijos!
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postado por Moi às 11:13 PM
"La verdad es que también/Lloro una vez al mes, sobretodo cuando hay frio/No tienes que decirlo, no vas a volver, te conosco bien (Y sin ti todo es tan horrible)"*
*=Inevitable, da Shakira-porque certas lembranças, certas pessoas e certos sentimentos são inevitáveis.
Tem horas em que eu acho que os céus querem me testar. Ver se eu sou mesmo capaz de manter a disciplina, até que ponto eu consigo me manter fiel a um projeto. Porque pra esta escorpiana que vos tecla, é muito fácil ser fiel a pessoas. Agora, quanto a ser fiel a si mesma...
E nem é que eu tenha voltado ao poço de lamúrias dos amores mal digeridos. Mas a semana foi especialmente nostálgica: lembranças de todo um passado que poderia ter sido e não foi (e aquele vozinha fininha, baixinha, filha da p*&@ me dizendo "a essa hora você podia estar na Espanha, abraçada ao seu Seth Cohen")-e é uma pena, porque eu gosto muito de Somewhere only we know. Sensação de abandono porque, pra ser bem "cheesy", o pior da saudade é a ausência de presença-e Inevitable, uma Canção em linha reta feita por uma garota com tendências roqueiras (sim, minha gente, os empresários do ramo não vendem, mas Shakira tem tendências roqueiras!). E uma filhadaputice que persiste, e me é atirada na cara todo dia, que me deixa mais emputecida do que triste, mas é um pensamento que também não me larga-e eu tenho que descobrir um jeito de desapegar o U2 dessa filhadaputice, porque seria jogar pérolas aos porcos.
Tá, tudo bem. Eu estou na TPM sim, estressada com essa coisa de emprego, muito tempo em casa. E eu sei que eu SOU uma pessoa exigente. A minha equação é aparentemente simples. Eu me dou muito pras pessoas, logo, o mínimo que elas têm a fazer é se doar pelo menos numa proporção justa. Mas quem pode culpar as pessoas por não pagar pelo que lhes é dado? E como não se dar quando é da natureza, e não da pessoa? E quando a mão coça e eu não resisto a fuçar a vida alheia, em busca de vestígios idiotas e às vezes inexistentes de que ela tem mais carinho do que eu?
E tudo isso é só pra me provar que eu não consigo largar o vício dos amores mal fermentados? Querida Agape, na verdade é isso que eu digo quando fujo do pratinho. Não é de estar apaixonada que estou fugindo. É de adicionar mais algum ingrediente nesse coquetel (molotov) de amores embolorados, ou de recorrer a ele. É que eu realmente devo ser uma menina disciplinada, e aprender a deitar a cabeça e dormir.
E porque os Deuses querem saber se eu sou capaz de ser disciplinada é que eles me fizeram limpar gavetas na TPM. E botar a primeira aula de aeroboxe na academia pra essa mesma semana, quando eu fico enjoada, com cólicas e incho tanto que tenho que trocar meu anel de dedo, e ainda assim fica apertado. E por isso também a compulsão alimentar me pega na semana em que decido começar um regime, e a consulta que eu tenho adiado tanto ficou marcada pro dia seguinte à tal aula, lá na putaquepariu. Mas eu fui na aula e gostei, mesmo dando PT depois de 20 min (pra meu consolo, as meninas são legais e disseram que com elas foi assim também-será?). E fui na consulta e gostei da primeira endocrinologista não-hipócrita que eu conheço. Aliás, pausa pra história da série "Meus Deuses são bem engraçadinhos": a minha médica me aloprou. Perguntou sobre bebida, fumo, contraceptivo (apesar dela concordar que a abstinência é o melhor método: uma falha em dois mil anos!), e ao ouvir as negativas, ela manda (na frente da mãe superzelosa-cópia da D. Benta do Sítio):"minha filha, cê tá viva? Vai pra esbórnia! É isso que tá te faltando!". Muito legal ouvir isso da médica que deveria te pôr na linha. (É, pensando bem, eu até que mereço uma ou outra indisciplina de vez em quando.) Pelo menos eu cortei o cabelo, e isso realmente deu um up na auto-estima e na imagem - com direito a aprovação dos populares.
E pra completar, uma lembrança de que nem sempre eu fui assim, tão...monja. Alguém que eu não via há muito, muito tempo surge do nada e vem bem dessa parte do passado. E aí bate o conflito entre a vontade que já existia de chamar outro alguém desse passado-e nesse caso estamos falando da parte boa-e talvez magoar acidentalmente essa pessoa. Como explicar que focinho de porco não é tomada e que nem sempre uma booty call é só uma booty call? E como saber se tudo o que é realmente é o que está no contrato? Será que por outro lado, não tá passando na minha fuça o que eu sempre procurei? Ou eu tô vendo chifre em cavalo? E o principal:como perguntar sem falar e como obter respostas sem ouvir?
Sei lá, tô muito complexa. Vai ver é o sangue fluindo inversamente, tá dando pane seca no cérebro. Vai ver é falta de cerveja pra diluir os pensamentos.
Mas eu sei é que eu tenho que sair do computador e arrumar a mala pra viajar no feriado, como uma boa garota disciplinada.
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AGORA |
Só dois PS's antes do post...
PS1-Finalmente fiz um post com dica no Miss Address!!! Se o comentário não abrir, dá atualizar na página que abre! (E vai lá também, please...o post é mais curto!)
PS2-EU ODEIO CARTA DE APRESENTAÇÃO DE CURRÍCULO!!! E VAGA DE ESTÁGIO QUE PEDE EXPERIÊNCIA NA ÁREA!!! (Desculpa, mas eu precisava desabafar...)
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postado por Moi às 4:46 AM
"Socorro, alguém me empreste um coração/Que este já não bate nem apanha(...)/Tem tanto sentimento, deve ter algum que sirva"*
*= Socorro, do Arnaldo Antunes-aliás, eu acho ele tão melhor quando não tenta ser concretista...
Nesses dias parece que os Deuses mandaram um recado bem claro, em que a teoria se sobreporia à prática. No melhor estilo filosofal, o assunto da semana foi: amor.
Em todas as séries que eu assisti teve alguma cena com uma declaração de amor, um momento de entrega, alguma ternura. E aí eu fiquei sentindo falta disso...de paixão, de pensar numa pessoa específica antes de dormir, de ter borboletas no meu estômago. Só que eu vi também que tudo isso tem um lado muito bom.
Se por um lado pode ser muito lindo ter as tais borboletas no estômago, por outro essas borboletas depois costumam me causar uma baita azia. E que parece que pra mim, amor está associado com sofrimento. No melhor estilo pavloviano, tipo o ratinho tomando choque ao chegar no prato sem eletricidade. Talvez porque eu, como boa escorpiana, não levo muito jeito pra esse negócio de meio termo (só de vez em quando eu muito acidentalmente esbarro nisso), e pra mim, gostar de alguém envolve conhecer bem, sentimentos fortes, entrega total e irrestrita, ou simplesmente não acontece. E quando se aposta alto a tendência é perder...
Aí eu ouço alguém do outro lado da tela dizendo "mas e os outros amores, mãe, família, amigos, não contam?". Contam, mas não é disso que estou falando. E aí vem outra pessoa dizer "então, ou você namora, ou não fica com ninguém?". E eu respondo: não é bem assim, eu tenho sangue vermelho, e até me interesso por um ou outro cara ao longo do caminho. Mas nunca me jogo de cabeça num pretê, e sei muito bem separar algum amigo que eventualmente fica comigo de algum envolvimento amoroso (talvez até bem demais, diriam alguns).
Então é compreensível o meu suspiro de alívio ao me ver longe dessa coisa toda de amor, paixão e adjacências. É claro que isso não é só obra de uma força de vontade e um comedimento que nunca tive (aliás, mesmo motivo pelo qual não consigo fazer dieta alguma). O fato de eu estar completamente absorvida por questões muito mais urgentes como ir bem nas provas da faculdade (e fui! \o/), conseguir atingir a média em todas as matérias (e consegui! \o/ aliás, em algumas bem mais que isso! \o/), controlar o dinheiro para conseguir pagar a faculdade e manter as boas notas, arrumar um emprego pra continuar a faculdade com as tais boas notas (bem, esse ainda em andamento), show do Cachorro Grande na Paulista Ave (muito bom, virei fã!). Realmente, isso tudo tem ajudado bastante a me manter longe do pratinho.
E tem mais uma coisa: se é pra eu arriscar, que seja algo que o valha. Tenho ficado cada vez mais exigente, e o raciocínio pra isso, embora dificulte as coisas, faz sentido. Afinal, já fiquei sozinha esse tempo todo e se é pra sair do meu infinito particular, que seja em grande estilo, ou posso continuar aqui. E também porque cresci muito nesse tempo, e se conheço melhor meus defeitos, conheço também as qualidades. E sei que (caham!) elas não são poucas (sem ser pretensiosa, sei que quando encontrar alguém esse alguém vai ter uma garota 100% dedicada e disposta a fazer esse alguém feliz). Então, ou banca a aposta ou me deixa na minha.
(Desnecessário dizer sobre o post anterior, situação meio resolvida, meio desapegada...eu sabia que ia dar nisso mesmo...:p)
Beijo nas criança!
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AGORA |
Eu ia fazer um post, mas...
Eu ia escrever sobre o quanto minha vida estava cinzenta até topar de novo com você, mas você trouxe de volta a nuvem pra minha cabeça. Eu ia falar sobre o quanto você me guia mesmo quando não está perto, mas eu vi que não é você que me conduz, mas eu é que sigo o seu rastro sem saber onde vai dar.
Pretendia falar do quanto o teu show foi sublime, lindo...e do quanto eu adorei quando você gritou meu nome no meio da música, o quanto me senti importante. Ia dizer sobre o quanto me orgulho do seu talento, e de saber que pelo menos uma parte desse talento eu ajudei a desenvolver. Mas isso era muito mais um "eu acho" do que "é fato". Tava com vários planos sobre como fazer com que a tua voz alcance mais gente ainda, porque acredito na mensagem que você passa e na forma como ela é passada (porque eu acreditaria em tudo isso e ficaria embevecida com o teu talento mesmo se ele não viesse acompanhado de tudo o mais que é você). Mas pelo jeito a minha bolsa não pode ou não deve derrubar tantas groupies porque, pegando emprestadas tuas palavras, talvez você prefira disparado algumas "fiéis por duas horas" do que uma devota 24 horas por dia. Ia falar que você me leva de volta pr'aquela ilha perdida no meio da Inglaterra, mas parece que não há Avalon sem Camelot, e não há Camelot sem Gwenwhyfar (ou Guinevere, what-fucking-ever), e porque ainda dói quando eu lembro que você ficou quieto vendo ela me atacar (por mais que eu ainda tenha dúvidas se deveria ou não ser assim-dói, e eu não sei o que fazer com isso).
E eu pretendia (ou não) dizer que eu sei o que você pensou quando eu fingi malícia e depois fingi inocência. E que sim, foi exatamente o que eu pensei e exatamente a minha intenção, mas sabia que não era hora nem lugar pra resolver esse tipo de assunto. Mas é melhor não, porque senão eu ia saber exatamente como a Luana Piovani se sentiu (se bem que ela bem merece fazer papel de idiota).
E eu ia contar como tudo isso fez meus dias ficarem mais leves, e como isso fez as boas notas da faculdade terem um sabor maior, e que as pequenas m***as do cotidiano parecem tão supérfluas perto dessas cores. Mas eu ia dizer isso pra quem, já que você me deixou falando sozinha e nem um "tenho que sair" não deu?
Pode ser uma bobagem, mas não custava nada, na pior das hipóteses, um "desculpa, meu cachorro tava comendo a minha partitura e tive que sair". Pelo menos pra que eu não me sentisse uma idiota por ter andado 3 mil números de uma avenida exata no dia seguinte à retirada do meu gesso, só pra te ver e pra ter tudo isso pra te dizer...Só pra eu não ficar com o gosto amargo (e quem sabe se não é até injusto) de quem sente que se dá por inteiro e não vê muito retorno. Não sei se é só uma falha de comunicação (já que eu sou dramática e você é desligado), mas o fato é que eu fiquei chateada. E de qualquer jeito tô me sentindo bem Luana Piovani nesse momento.
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postado por Moi às 2:09 AM
Tão inteligente, e tão burra...
E por enquanto isso 'e tudo o que preicsa ser dito.
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postado por Moi às 6:52 AM
"Si es question de confesar/No se preparar el cafe/Y jamás uso reloj..."*
*= Inevitable, da fase antiga da Shakira-doces memórias, ainda vivas, ainda válidas, e muito verdaderias...
Antes de mais nada, estou bem! Já tirei o gesso, o dedinho ainda dói, afinal romper ligamento não é algo tão simples assim, embora a trincadinha no mindinho foi. Então eu também tenho o poder de prever chuvas, a partir de agora. Mas tá tudo bem, tô andando (e como é bom botar o pé no chão, ir e vir...essas pequenas coisas).
E parece que os Deuses ficaram com dó de mim, porque depois de as coisas darem errado até evoluir pra uma crise de pânico, os ventos mudaram. E apareceram tão cheios de ventura que dá até medo falar...
Na sexta tirei o gesso, e comecei a me preparar para sábado. Sábado...bem, sábado fica pra depois.
Domigo, almoço de família e cansaço, mas tudo bem. E na segunda, o tio das trufas da facul voltou a fazer trufa de tiramisù, o que me deixou imensamente feliz...e mais feliz ainda porque a Dé me deu uma!!! (Eu já falei aqui o quanto amo esses pequenos mimozinhos do dia-a-dia, e que um bombom fora de época às vezes me comove mais que presente de aniversário?) E depois, descobrir que eu tirei a nota máxima na mais complexa das provas, do professor mais exigente, aquele que disse que não sabia se havia alguém na sala com potencial para ser um grande psicólogo. Espero que as duas folhas (!) com as quatro questões (!!!) tenham sido um sinal que ele mudou de idéia. E na outra prova crucial, de 5 tirei 4,4. Isso quer dizer alguma coisa...; )
E também, aniversário da minha menina linda. Dany, minha linda, tia Kel deseja pra você tudo, tudo, tudo o que houver de melhor nesse mundo. Tenho um baita orgulho de ter uma sobrinha tão incrível, linda, inteligente, doce, amiga, divertida...(na verdade, de ter duas, mas o aniversário da outra é em julho-hoje é pra você! :p) Será que esse ano eu faço um post decente sobre vocês?
E quanto a sábado...
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postado por Moi às 3:37 AM
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